O título deste artigo pode parecer estranho, e é mesmo! Então, é bom saber que uma grande tendência no campo tecnológico é a migração via internet de dados, sistemas e aplicações para a arquitetura em nuvem, sendo que, até mesmo as empresas que ainda não aderiram a esse movimento já planejam para os próximos anos o uso de Cloud Computing, ou Computação em Nuvem. É aí que uma profissão vem ganhando força rendendo excelentes remunerações aos candidatos: Arquiteto de Nuvem.
Isso mesmo, Arquiteto de Nuvem, também chamado de Arquiteto de Cloud. Mas, quais são as atribuições e remuneração para esse profissional?
Antes de entrar no foco desse assunto, é preciso uma breve explicação do que vem a ser essa tal Computação em Nuvem. Basicamente, se refere ao fornecimento sob demanda de recursos de TI via Internet, tais como armazenamento de dados e software. Ou seja, uma empresa ao invés de usar softwares ou hardwares próprios, faz uso dessas tecnologias hospedadas em um banco de dados remoto de um fornecedor comercial, em um modelo de nuvem pública. Atualmente, entre os principais fornecedores de nuvem pública estão a Amazon Web Services (AWS), a Microsoft Azure e Google Cloud.
É nesse cenário que se destaca o profissional em arquitetura de nuvem. É ele o especialista em TI responsável por desenvolver, implementar e gerenciar a arquitetura de nuvem de uma organização. E os salários condizem com a demanda que é crescente. Segundo o Glassdoor, um dos maiores sites de vagas e recrutamento do mundo, a média salarial para um Arquiteto de Cloud no Brasil é de R$ 33 mil por mês. Já a remuneração variável é de R$ 18,5 mil, oscilando entre R$ 4,8 mil e R$ 65,2 mil (dados atualizados em 26 de setembro). Esses valores têm como base salários de 16 pessoas enviados de forma sigilosa ao Glassdoor, por ocupantes do cargo de Arquiteto de Cloud no País. Diga-se de passagem, um salário muito atrativo.
Na prática, o trabalho de um Arquitetos de Nuvem consiste em criar, otimizar e manter soluções de computação em nuvem para clientes. Esses clientes podem ser empresas de pesquisa tecnológica, empresas de computação em nuvem, fornecedores de tecnologia da informação (TI) ou departamentos de TI.
Para entender melhor essa profissão, destaco a seguir alguns componentes de soluções baseadas em nuvem com os quais trabalham os Arquitetos de Nuvem:
Plataformas front-end: A infraestrutura de nuvem front-end inclui tudo com o qual o cliente irá interagir. É o software que permite aos usuários acessar a nuvem.
Plataformas de back-end. A infraestrutura de nuvem back-end refere-se aos componentes de hardware e software de um sistema em nuvem, como armazenamento de dados, servidores, máquinas virtuais, hypervisores e dispositivos de rede.
Modelos de entrega de dados baseados em nuvem: Os fornecedores de serviços de computação em nuvem normalmente fornecem às organizações recursos de TI por meio de um dos três modelos principais: Software como Serviço (SaaS), Infraestrutura como Serviço (IaaS) ou Plataforma como Serviço (PaaS).
E quanto à rotina de trabalho desse profissional? Normalmente, eles integram uma equipe de profissionais de TI, como engenheiros de DevOps e desenvolvedores de software. Juntos, ajudam a entregar projetos finais que solucionam as necessidades de nuvem privada, nuvem pública ou nuvem híbrida das organizações.
Nota: Engenheiro de DevOps, ou DevOps engineer em inglês, é aquele profissional responsável para introduzir processos, ferramentas e metodologias para equilibrar as necessidades ao longo de todo o ciclo de vida do desenvolvimento de um software, desde a criação do código e respectiva implantação até as etapas de manutenção e atualização.
Voltando ao Arquiteto de Nuvem, entre suas tarefas e responsabilidades de rotina estão: projetar o ambiente de nuvem para determinada empresa com base em seus requisitos; monitoramento, solução de problemas e otimização do ambiente de nuvem; colaborar com outros membros da equipe de tecnologia na conclusão de projetos; criação de aplicativos baseados em nuvem que sejam eficientes e seguros; converter os requisitos técnicos dos projetos em arquitetura adequada; garantir que soluções e operações em nuvem, como gerenciamento de acesso, sejam confiáveis; além também de se manter atualizado sobre novas tecnologias e tendências em computação em nuvem.
Enfim, o mercado é bastante promissor e rentável para quem quiser investir na carreira de Arquiteto de Nuvem, cargo pertencente à indústria de informática e tecnologia da informação. A Gartner, (uma das principais empresas mundiais especializadas em pesquisa e consultoria em tecnologia da informação) prevê um aumento anual de 21,3% nos serviços de nuvem globais até o fim de 2023. Este crescimento é atribuído ao uso crescente da computação em nuvem em todo o mundo para maior automação e agilidade digital. Já o Bureau of Labor Statistics (BLS) dos EUA prevê que o emprego nessa indústria cresça 25% entre 2021 e 2031.
Ou seja, para quem busca por uma boa formação acadêmica ou mesmo os já formados em alguma área de TI (Ciências ou Engenharia de Computação, por exemplos) que almejam emprego garantido e salário acima da média, a profissão de Arquiteto de Nuvem tem se mostrado uma das mais promissoras.