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CINCO ANOS APÓS CRIME, MÉDICA É PRESA POR MANDAR MATAR FARMACÊUTICA EM UBERLÂNDIA
Delegado afirma que suspeita queria assumir o papel de mãe da filha da vítima. Claudia Soares Alves também é investigada por sequestro de recém-nascido em maternidade.
07/11/2025 09h27
Por: Maria Luisa Lopes
Foto: Divulgação

A médica neurologista Claudia Soares Alves foi presa na quarta-feira (5), em Itumbiara (GO), suspeita de mandar matar a farmacêutica Renata Bocatto Derani, assassinada há cinco anos em Uberlândia (MG). De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi motivado por uma obsessão da médica em assumir o papel de mãe da filha da vítima.

Segundo o delegado Eduardo Leal, responsável pelo caso, Claudia havia sido casada com o ex-marido de Renata e, durante o relacionamento, teve contato com a criança. “Ela começava a ditar como a menina deveria se vestir, se comportar e chegou a fazer falsas comunicações de crime contra a mãe, alegando abuso, para tentar tirar a guarda e assumir a maternidade da criança”, relatou o delegado.

Ao perceber o comportamento da médica, a mãe da criança pediu que o ex-marido suspendesse o convívio da filha com ela. Pouco tempo depois, Claudia e o homem se separaram. “Ele percebeu que ela era uma pessoa desequilibrada. Chegou a dizer que tinha medo de morrer e escondia uma faca em casa por receio de ser atacado”, contou o delegado.

As investigações apontam que, para executar o crime, Claudia contou com a ajuda de um vizinho e do filho dele, que também foram presos nesta semana. A polícia apura se os dois receberam dinheiro para cometer o assassinato e qual teria sido o valor pago.

Além do homicídio, a médica é investigada por falsidade ideológica e tráfico de pessoas, após o sequestro de um bebê em uma maternidade de Uberlândia, ocorrido em outra ocasião. A recém-nascida foi localizada no dia seguinte, e devolvida à família.

O delegado destacou que a prisão representa um importante avanço em um caso que chocou a comunidade de Uberlândia. “Trata-se de um crime com motivação emocional e psicológica muito forte, que exigiu um longo trabalho de investigação”, afirmou.

A médica permanece presa em Itumbiara, à disposição da Justiça mineira.