A Prefeitura de Uberlândia determinou a suspensão de quatro servidoras da rede municipal após um incidente em que uma criança conseguiu sair sozinha da escola. A decisão, assinada pelo secretário de Administração e publicada nesta quarta-feira (7), estabelece um afastamento de três dias para as envolvidas, após a conclusão de que houve falhas críticas nos protocolos de vigilância.
A sindicância administrativa revelou que a fuga do aluno ocorreu devido a um "vácuo de fiscalização". Entre as principais falhas citadas no documento oficial, destacam-se:
Ausência de Monitoramento: Não havia nenhum servidor controlando o portão de saída no momento em que o estudante deixou o local.
Acesso Livre: Relatos indicam que grades e portões permaneciam abertos e sem vigilância.
Desatenção Funcional: No momento do ocorrido, a professora responsável estava atendendo um responsável e afirmou não ter percebido o deslocamento da criança.
Descumprimento de Deveres: A punição fundamentou-se no desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a leis municipais de conduta funcional.
Embora a defesa das servidoras tenha alegado sobrecarga de trabalho e a falta imprevista de funcionários na portaria, a Secretaria de Administração refutou os argumentos. O secretário Celso Pereira de Faria enfatizou que a escassez de pessoal em pontos específicos não retira das demais profissionais a obrigação de zelar pela integridade física dos alunos.
Entre as punidas estão duas profissionais de apoio, uma professora e uma ocupante do cargo de Professor I. Uma quinta servidora, que já se encontra aposentada, foi absolvida por falta de evidências de sua participação direta no evento. A prefeitura reforçou que a medida tem o objetivo de servir como exemplo para evitar que novos episódios de risco ocorram nas unidades escolares.