Polícia Segurança Pública
Suspeito de ligação com facção criminosa é preso após publicação em rede social em Uberlândia
Homem apontado pela Polícia Militar como articulador regional do PCC foi detido após mensagem interceptada pelo setor de Inteligência; ele cumpria pena em regime semiaberto.
17/06/2026 13h13
Por: Redação 02

Um homem de 35 anos foi preso na terça-feira (16), no bairro Residencial Integração, em Uberlândia, após uma publicação em rede social chamar a atenção do Setor de Inteligência da Polícia Militar. Segundo a corporação, o suspeito é apontado como um dos articuladores do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região.

A prisão ocorreu após os policiais identificarem uma mensagem divulgada pelo investigado em uma plataforma digital. De acordo com a Polícia Militar, a publicação fazia referência à morte de dois integrantes da organização criminosa e continha um apelo ao alto comando da facção para a continuidade das atividades do grupo.

Conforme as investigações, a mensagem mencionava dois homens mortos recentemente em Araguari. Segundo a polícia, um deles morreu durante confronto com integrantes de uma facção rival, enquanto o outro perdeu a vida em uma ação da Polícia Militar. Na imagem compartilhada pelo suspeito, os dois apareciam realizando um gesto associado ao PCC.

Ainda de acordo com os militares, a postagem continha a frase: “Mais um irmão. Não dou conta não. Cuida de nós aí em cima, aliado”. Conforme a apuração policial, o termo “aliado” é utilizado por integrantes da organização criminosa para se referirem a outros membros da facção.

O major Breno Sales informou que a publicação despertou a atenção das forças de segurança por representar, em tese, uma tentativa de mobilização interna do grupo criminoso após as recentes mortes.

A Polícia Militar também informou que o suspeito cumpria pena em regime semiaberto e se encontrava em liberdade provisória. Com a nova prisão, ele foi reconduzido ao sistema prisional e retornou ao regime fechado.

O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades. O caso segue sob acompanhamento das forças de segurança.