O professor investigado por suposta prática de importunação sexual contra estudantes em uma escola municipal de Uberaba continua preso após a Polícia Civil de Minas Gerais ratificar a prisão em flagrante realizada na última segunda-feira (16). O caso segue sendo apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
De acordo com a Polícia Civil, o servidor, de 44 anos, foi ouvido na Delegacia de Plantão e, após análise inicial dos elementos reunidos durante a ocorrência, a autoridade policial decidiu manter a prisão. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
As denúncias vieram à tona após a mãe de uma estudante procurar as autoridades para relatar uma suposta situação envolvendo o professor. Durante o andamento da apuração, outras alunas também teriam apresentado relatos semelhantes, ampliando o alcance das investigações e motivando a atuação dos órgãos de segurança e proteção.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Civil, da Guarda Civil Municipal e representantes da Secretaria Municipal de Educação. Diversos depoimentos foram colhidos ao longo do dia devido à complexidade do caso e ao número de pessoas envolvidas nas diligências.
Por envolver adolescentes, o procedimento tramita sob sigilo, medida adotada para preservar a identidade das estudantes e garantir a integridade da investigação. A Polícia Civil informou que novas oitivas e diligências continuam sendo realizadas para esclarecer todos os fatos denunciados.
Em nota, a Prefeitura de Uberaba informou que determinou o afastamento imediato do professor das atividades exercidas na rede municipal de ensino. Paralelamente à investigação criminal, a administração municipal instaurou procedimento administrativo interno por meio da Controladoria-Geral do Município.
O Executivo também anunciou suporte psicológico e assistência social às estudantes, familiares e demais pessoas eventualmente impactadas pela situação.
A Polícia Civil ressalta que o inquérito ainda está em fase de apuração e que a responsabilidade criminal do investigado será analisada ao longo do processo, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório. Após a conclusão das investigações, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.