Minas Gerais alcançou um marco histórico na área da educação em 2025. Pela primeira vez desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no estado ficou abaixo de 4%, atingindo 3,8% da população com 15 anos ou mais de idade.
O índice representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação a 2024 e corresponde a aproximadamente 652 mil pessoas analfabetas em território mineiro. O resultado coloca Minas Gerais na 10ª posição entre as unidades da federação com as menores taxas de analfabetismo do Brasil, mantendo-se abaixo da média nacional ao longo de toda a série histórica.
Em âmbito nacional, o Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo desde o início do levantamento, chegando a 4,9% em 2025. O percentual equivale a cerca de 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever. Em comparação com o ano anterior, houve redução de 0,4 ponto percentual, o que representa aproximadamente 592 mil pessoas a menos nessa condição.
Os dados mostram ainda que a concentração de pessoas analfabetas continua mais elevada nas regiões Nordeste e Sudeste. Do total nacional, 57,4% vivem no Nordeste, enquanto 20,4% estão na Região Sudeste. Entre os estados, Santa Catarina apresentou a menor taxa de analfabetismo do país, com 1,5%, enquanto Piauí e Alagoas registraram os maiores índices, ambos com 13,1%.
Outro dado destacado pelo suplemento de Educação da PNAD Contínua 2025 refere-se aos jovens que não estudam nem estão ocupados no mercado de trabalho. Segundo o levantamento, a proporção de mulheres nessa condição foi quase o dobro da observada entre os homens, evidenciando desafios relacionados à inclusão educacional, qualificação profissional e participação feminina no mercado de trabalho.
Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo IBGE e reforçam avanços na educação mineira, ao mesmo tempo em que apontam para a necessidade de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais e ao fortalecimento das oportunidades para a juventude.