Polícia Investigação
Investigação revela esquema milionário em clínica de Uberlândia e leva ao indiciamento de dois suspeitos
Polícia Civil aponta desvio de aproximadamente R$ 1,7 milhão, aquisição de bens de luxo e movimentação financeira para ocultação dos recursos.
23/06/2026 19h37
Por: Redação 02

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu uma investigação que apura um suposto esquema de desvio de recursos em uma clínica médica de Uberlândia. O inquérito resultou no indiciamento de um ex-funcionário do setor financeiro e de uma mulher apontada como colaboradora na movimentação dos valores obtidos de forma ilícita. Segundo os investigadores, o prejuízo causado à empresa pode chegar a R$ 1,7 milhão.

De acordo com a apuração, o principal suspeito ocupava um cargo de confiança dentro da clínica, o que lhe garantia acesso privilegiado às contas bancárias e aos sistemas de gestão financeira. A partir dessa posição, ele teria realizado transferências sucessivas de recursos para contas pessoais e de terceiros, sem despertar suspeitas imediatas.

As investigações apontam que parte dos valores desviados foi utilizada para financiar um elevado padrão de vida. Entre os bens identificados pelos policiais estão imóveis e veículos de alto valor, incompatíveis com a renda oficialmente declarada pelo investigado. A suspeita é de que os recursos tenham sido empregados para ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento das movimentações.

Durante operação realizada pela Polícia Civil, equipes cumpriram mandados judiciais em imóveis ligados aos investigados. No local, foram recolhidos documentos, equipamentos e outros materiais que agora serão submetidos à análise pericial. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de bens e a apreensão de veículos adquiridos durante o período investigado.

Conforme o inquérito, uma segunda pessoa também teria participado do esquema ao permitir a utilização de sua conta bancária para movimentar parte dos recursos desviados. Para os investigadores, a prática teria contribuído para mascarar a origem dos valores e dificultar a identificação do destino final do dinheiro.

Com a conclusão das investigações, o principal suspeito foi indiciado por furto qualificado mediante fraude eletrônica, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Já a segunda investigada responderá por lavagem de dinheiro. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o oferecimento de denúncia à Justiça.