Polícia Investigação
TCO aponta moto registrada em nome da CEAMI em ataque ao presidente do PP Jovem de Uberlândia
Polícia Civil concluiu que motocicleta utilizada na ação pertence à entidade; autor do dano não foi identificado e procedimento foi enviado à Justiça sem indiciamento
10/07/2026 08h06
Por: Redação 02

O Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) da Polícia Civil de Minas Gerais aponta que a motocicleta utilizada no ataque contra o veículo de João Vitor Oliveira Macedo, presidente do PP Jovem de Uberlândia, está registrada em nome da CEAMI Reabilitação Para Vida. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e apura o crime de dano ocorrido no bairro Patrimônio.

De acordo com o laudo pericial anexado aos autos, o automóvel apresentou deterioração na pintura e em componentes como farol e lanterna após ser atingido por uma substância. O perito responsável registrou que os danos foram provocados, provavelmente, por um agente químico, embora a natureza exata do produto não tenha podido ser identificada por exame macroscópico. A perícia também descartou o emprego de substâncias inflamáveis ou explosivas.

Segundo o TCO, o autor chegou ao local em uma motocicleta Honda CG 160 Start vermelha, placa SYG-4E12, registrada em nome da CEAMI Reabilitação Para Vida. Conforme o relato da vítima, o fato ocorreu em 11 de janeiro, quando João Vitor estava no Praia Clube e deixou o veículo estacionado nas proximidades da Avenida dos Municípios. Ainda segundo seu depoimento, um homem estacionou a motocicleta alguns metros à frente, caminhou até o carro e arremessou um líquido sobre o veículo antes de deixar o local.

Em seu depoimento, João Vitor afirmou acreditar que o episódio teve motivação política. Ele declarou à Polícia Civil que, em 7 de dezembro de 2025, havia protocolado uma denúncia na 6ª Promotoria de Justiça de Uberlândia, responsável pela área de patrimônio público, relatando supostos desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares envolvendo a CEAMI. A informação consta nos autos como versão apresentada pela vítima, sem conclusão da investigação sobre eventual relação entre os fatos.

Durante as diligências, a Polícia Civil ouviu um monitor social da instituição, responsável pela documentação junto à Prefeitura. Inicialmente, ele informou que havia controle diário sobre a utilização dos veículos da entidade. Posteriormente, em contato por aplicativo com um investigador, afirmou que esse controle existia apenas para os automóveis, e não para as motocicletas, divergência registrada no relatório policial.

O presidente da CEAMI, Onezino Domingos Filho, também prestou depoimento. Segundo o termo de declaração, ele afirmou que a entidade possui diversos veículos e que não há controle rigoroso sobre sua utilização, por se tratar de uma comunidade terapêutica aberta. Disse ainda que os veículos são utilizados tanto por funcionários quanto por internos e declarou não reconhecer a pessoa que aparece nas imagens registradas durante a investigação.

Na conclusão do procedimento, a Polícia Civil informou que não foi possível identificar a pessoa física responsável pelo dano ao veículo. O relatório final, entretanto, aponta a possibilidade de discussão sobre eventual reparação civil por parte da pessoa jurídica proprietária da motocicleta, diante da inexistência de registros que permitissem identificar quem utilizava o veículo no momento dos fatos. O TCO foi remetido à Justiça em 29 de junho, sem indiciamento de qualquer pessoa. A mídia contendo as imagens da ocorrência foi anexada aos autos para análise judicial.

Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (Termo Circunstanciado de Ocorrência).