

Uma operação de combate ao crime organizado mobilizou as forças de segurança na manhã desta segunda-feira (19), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A segunda fase da Operação Renascer Lagoinha teve como alvo uma organização criminosa armada suspeita de atuar no tráfico de drogas, na lavagem de dinheiro e no controle territorial do bairro Lagoinha.
A ofensiva foi coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com a participação das polícias Civil, Militar e Penal.
Durante a operação, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, totalizando 30 ordens judiciais. Além das prisões determinadas pela Justiça, outras três pessoas foram detidas em flagrante por ocorrências envolvendo armas de fogo e entorpecentes.
Segundo balanço divulgado pela imprensa regional, a operação resultou em 18 prisões.
De acordo com o Ministério Público, a operação é resultado de uma investigação prolongada, desenvolvida de maneira integrada pelos órgãos de segurança pública e pelo Gaeco de Uberlândia.
As apurações identificaram indícios da existência de uma organização criminosa armada com atuação concentrada no bairro Lagoinha.
Segundo os investigadores, o grupo estaria envolvido em três frentes principais de atividades ilícitas: o domínio territorial, a comercialização de drogas e a lavagem de dinheiro.
A suspeita de controle territorial indica que a investigação não se limita à venda de entorpecentes, mas também examina a possível atuação organizada de integrantes para exercer influência criminosa sobre determinada região.
As autoridades não divulgaram, no comunicado inicial, a identidade dos investigados, a estrutura hierárquica da organização ou a movimentação financeira atribuída ao grupo.
As equipes de segurança realizaram diligências em imóveis relacionados à investigação no bairro Lagoinha.
Uma das movimentações policiais foi registrada na Rua Platão, nas proximidades do cruzamento com a Rua Álvares de Azevedo, onde viaturas das polícias Militar e Civil participaram do cumprimento de ordens judiciais.
A operação mobilizou diferentes unidades especializadas, com atuação coordenada para executar os mandados de prisão e localizar materiais de interesse da investigação.
O cumprimento simultâneo das medidas judiciais teve como objetivo alcançar os investigados e recolher possíveis elementos de prova relacionados às atividades atribuídas à organização criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes policiais encontraram armas de fogo e substâncias entorpecentes, resultando em três prisões em flagrante.
Segundo o Ministério Público, essas detenções ocorreram durante as diligências da segunda fase da operação e se somaram às prisões preventivas determinadas judicialmente.
O balanço inicial divulgado pelo MPMG não detalhou a quantidade total de drogas apreendidas, o número de armas recolhidas ou os valores eventualmente encontrados.
Os materiais apreendidos deverão integrar os procedimentos de investigação e poderão contribuir para o aprofundamento das apurações sobre a atuação do grupo.
A segunda fase da Operação Renascer Lagoinha reuniu integrantes do Gaeco Regional de Uberlândia e equipes das forças de segurança de Minas Gerais.
A atuação conjunta envolveu estruturas da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Penal, responsáveis pelo apoio operacional e cumprimento das medidas judiciais.
Segundo o Ministério Público, a investigação foi desenvolvida ao longo de um período prolongado, com compartilhamento de informações entre as instituições.
O trabalho permitiu identificar suspeitos de integrar a organização e reunir elementos que fundamentaram os pedidos de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Além do tráfico de drogas, a investigação busca esclarecer suspeitas de lavagem de capitais.
Esse tipo de crime envolve operações destinadas a ocultar ou dissimular a origem ilícita de bens, direitos ou valores.
No caso investigado em Uberlândia, as autoridades apuram a possível relação entre a movimentação de recursos financeiros e as atividades atribuídas à organização criminosa.
Até o momento, não foram divulgados valores supostamente movimentados pelo grupo, informações sobre bloqueios patrimoniais ou detalhes de eventuais empresas e pessoas utilizadas nas operações financeiras investigadas.
Em manifestação institucional, o Ministério Público de Minas Gerais destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos responsáveis pela investigação e repressão ao crime organizado.
A operação integra as ações de enfrentamento às organizações criminosas, ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de dinheiro no Triângulo Mineiro.
Os investigados poderão responder pelos crimes eventualmente demonstrados durante a apuração, conforme a participação individual atribuída a cada um e as provas reunidas.
As prisões preventivas são medidas cautelares e não representam condenação definitiva. Os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência.
As investigações prosseguem sob responsabilidade dos órgãos competentes.
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Gaeco Regional de Uberlândia e informações complementares da imprensa regional.
Data: 19 de outubro de 2026.




