
Após quase três décadas como o rosto e a voz do telejornalismo diário, William Bonner se prepara para um novo capítulo. A partir de 20 de fevereiro de 2026, o jornalista assume oficialmente a apresentação do Globo Repórter, dividindo o comando da atração com Sandra Annenberg.
A mudança, que foi planejada ao longo dos últimos cinco anos, marca a saída definitiva de Bonner da bancada do Jornal Nacional (agora ocupada por César Tralli) em busca de um ritmo de vida mais equilibrado e focado em grandes narrativas.
A temporada de 2026 promete não apenas um novo apresentador, mas uma renovação completa do formato:
Novo Cenário: O programa ganha uma identidade visual modernizada e recursos tecnológicos inéditos.
Reportagens de Fôlego: Bonner deixa o imediatismo do "hard news" para se dedicar a temas ambientais, sociais e científicos com maior profundidade.
Interatividade: O jornalista já expressou o desejo de sair mais às ruas para ouvir pessoas diretamente, trazendo um tom mais documental e menos formal.
Embora seja sua estreia como titular, a relação de Bonner com o programa é antiga. No início de sua carreira na Globo, nos anos 80, ele já havia colaborado com a produção do programa, incluindo edições históricas como a cobertura da morte do apresentador Chacrinha.
"Estou finalmente concluindo esse ciclo. Se eu não me dedicar ao dia a dia das matérias urgentes, a vida vai ficar mais suave", afirmou Bonner em sua despedida do JN.
A estreia em fevereiro é tratada pela emissora como um "evento histórico", simbolizando a maturidade de um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro em um formato que privilegia a contemplação e o conhecimento.





