
O câncer de próstata é silencioso. Na maioria das vezes, os sintomas só aparecem quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, quebrar o tabu e manter os exames em dia é a estratégia mais eficaz para a saúde masculina.
Quando o tumor cresce o suficiente para obstruir a uretra ou se espalhar para fora da glândula, o corpo começa a dar sinais. Fique atento a:
Alterações urinárias: Dificuldade para urinar, jato fraco ou aumento na frequência (idas constantes ao banheiro).
Presença de sangue: Notar sangue na urina ou no esperma.
Dores: Desconforto na região pélvica ou dor ao ejacular.
Sinais avançados: Dores ósseas ou fraturas sem causa aparente podem indicar que a doença atingiu os ossos (metástase).
“Mesmo os tumores mais agressivos não dão sintomas iniciais”, alerta o urologista Alexandre Iscaife, do Hospital das Clínicas da USP. O especialista explica que a dor geralmente é sinal de que o tumor já saiu da próstata.
A vergonha e o medo ainda são os maiores obstáculos para o diagnóstico. No entanto, o rastreio anual é o que garante até 90% de chance de cura.
| Perfil | Início do Rastreio | Frequência |
| Homens sem histórico familiar | 50 anos | Anual |
| Homens com histórico na família | 45 anos | Anual |
Como é feito o diagnóstico?
PSA: Exame de sangue que mede uma proteína específica da próstata.
Toque Retal: Exame rápido que permite ao médico sentir nódulos ou crescimentos anormais.
Biópsia: Caso haja suspeita nos exames anteriores, a biópsia confirma a presença e a agressividade do tumor.

Nem todo tumor de próstata é igual. Segundo o Dr. Iscaife, a vasta maioria (cerca de 90%) é de baixo ou médio risco.
Os casos de alto risco são minoria, mas perigosos por sua rapidez em gerar metástases. O câncer pode se espalhar primeiro para os linfonodos, depois para os ossos e, em casos raros, atingir órgãos como fígado e pulmão.
A prevenção não pode esperar. Se você está na faixa etária indicada, procure um urologista.





