
Reunir amigos e familiares para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira pode custar mais caro em 2026 do que na última Copa do Mundo. Levantamento realizado pela Scanntech, empresa especializada em inteligência de mercado para o varejo, mostra que diversos produtos tradicionalmente consumidos durante as partidas registraram aumentos acima da inflação acumulada desde 2022.
Entre os itens mais presentes nos churrascos, apenas a linguiça manteve estabilidade nos preços. O frango apresentou alta de 18%, enquanto o pão de alho ficou 15% mais caro. Já a carne bovina acumulou aumento de 9% no período, refletindo fatores como o crescimento das exportações e a redução da oferta no mercado interno.
As bebidas também sofreram reajustes significativos. O preço da cerveja avançou 19% desde a última Copa do Mundo. Os refrigerantes registraram aumento de 30%, enquanto os sucos ficaram, em média, 32% mais caros. O levantamento mostra ainda que outros produtos populares nas reuniões esportivas também tiveram forte valorização.
A salsicha enlatada apresentou alta de 26%, os salgadinhos tipo chips subiram 21%, a pipoca de micro-ondas avançou 20%, os lanches prontos ficaram 19% mais caros e o amendoim registrou aumento de 17%. Apesar da elevação dos preços, especialistas do setor acreditam que o consumo durante os jogos não deve diminuir significativamente.
Segundo a diretora de marketing da Scanntech, Priscila Ariani, o fato de a maioria das partidas ocorrer no período noturno tende a favorecer encontros entre familiares e amigos, ampliando o consumo relacionado ao evento. A expectativa do varejo, porém, é que a composição da cesta de compras sofra alterações, com maior presença de carnes de frango em substituição aos cortes bovinos.
Além do preço mais acessível, o frango também vem ganhando espaço entre consumidores que buscam hábitos alimentares mais saudáveis. O setor observa ainda crescimento na procura por cervejas light e produtos com menor teor calórico, refletindo mudanças no comportamento de consumo dos brasileiros.
Especialistas apontam que a alta dos preços é resultado de uma combinação de fatores, incluindo aumento da demanda em períodos de grandes eventos esportivos, custos de produção, logística e o aquecimento das exportações brasileiras, especialmente no mercado de carne bovina.





