
Um adolescente de 16 anos protagonizou uma reação incomum durante um assalto registrado no bairro Santa Mônica, em Uberlândia. Após ser rendido por dois homens que utilizavam uma motocicleta para cometer o crime, o jovem percebeu que a arma apontada contra ele era uma réplica e decidiu perseguir os criminosos na tentativa de recuperar os pertences levados.
Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a vítima caminhava pela via quando foi surpreendida pelos suspeitos. O passageiro da motocicleta desceu do veículo, anunciou o assalto utilizando uma pistola de brinquedo e levou o celular e a mochila do adolescente. Assim que os autores iniciaram a fuga, o jovem constatou que o armamento era falso e resolveu reagir.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a sequência da ocorrência. O adolescente alcançou a motocicleta, conseguiu derrubar o veículo e entrou em luta corporal com um dos suspeitos, de 29 anos. Durante a confusão, moradores e motoristas que passavam pelo local perceberam a situação, prestaram auxílio à vítima e acionaram a Polícia Militar.
Mesmo diante da resistência do criminoso, o adolescente conseguiu mantê-lo imobilizado até a chegada das equipes policiais. Enquanto isso, o comparsa, de 21 anos, fugiu utilizando a motocicleta, que posteriormente foi constatada como produto de furto.
Com apoio da 170ª Companhia e de equipes do Tático Móvel, os militares iniciaram um cerco na região, rastrearam o telefone celular da vítima e localizaram o segundo suspeito escondido em um barraco nas proximidades. No local também foi apreendida a réplica de arma de fogo utilizada no assalto. Apesar das buscas, o celular roubado não foi recuperado, havendo a suspeita de que tenha sido descartado em uma área de vegetação durante a fuga.
Os dois homens receberam voz de prisão em flagrante e foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil. A motocicleta utilizada pelos suspeitos foi apreendida e removida.
A Polícia Militar reforça que, embora neste caso a vítima tenha percebido que a arma era falsa, a orientação é que pessoas vítimas de roubo não reajam, pois não há como identificar, no momento da abordagem, se o armamento utilizado é verdadeiro ou não, reduzindo assim o risco de lesões graves ou fatais.





