

Uma operação da Polícia Militar Rodoviária terminou com quatro pessoas presas e a apreensão de 174 pacotes de substância semelhante a skank na MGC-497, em Uberlândia, no domingo (25). A ocorrência mobilizou equipes terrestres e o helicóptero Pegasus 07, da Polícia Militar de Minas Gerais, após um motorista desobedecer a uma ordem de parada durante fiscalização na rodovia. O material apreendido foi avaliado pela corporação em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Segundo as informações divulgadas pela polícia, a abordagem teve início quando os militares determinaram que um veículo parasse para fiscalização. O condutor, entretanto, não obedeceu e iniciou uma fuga. Durante a tentativa de escapar, ele teria direcionado o automóvel contra um dos policiais, que conseguiu evitar o atropelamento. A situação levou os militares a iniciarem o acompanhamento e solicitarem reforço.
Com a participação de outras equipes e apoio aéreo, os policiais conseguiram localizar o veículo e avançar nas diligências. A operação resultou na prisão de dois homens e duas mulheres, além da apreensão de dois automóveis que, conforme a investigação policial, estariam relacionados à ocorrência.
Durante a ação, foram encontrados 174 pacotes de material semelhante a skank, variedade de cannabis conhecida pela elevada concentração de substâncias psicoativas. A quantidade apreendida chamou a atenção pelo volume e pelo valor estimado da carga. A identificação definitiva do material depende dos procedimentos periciais.
Além da droga, os militares recolheram aproximadamente R$ 7 mil em dinheiro, quatro aparelhos celulares, dois equipamentos de internet via satélite e um notebook. Os objetos foram encaminhados para os procedimentos legais e poderão auxiliar na apuração da origem, do transporte e da possível destinação dos entorpecentes.
Os quatro detidos foram conduzidos à Delegacia de Plantão da Polícia Civil, juntamente com os materiais apreendidos. A ocorrência foi registrada envolvendo suspeitas de tráfico de drogas, associação para o tráfico e tentativa de homicídio, esta última relacionada à manobra do motorista durante a fiscalização.
A Polícia Civil deverá dar continuidade à investigação para esclarecer a participação individual dos envolvidos e verificar a existência de outras pessoas relacionadas ao transporte da carga. As circunstâncias da operação e as responsabilidades criminais ainda dependem da apuração das autoridades competentes.




