Ao menos 21 pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (10) durante a Operação Titan, que investiga um esquema de furtos, clonagem e revenda ilegal de veículos em cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, incluindo Uberlândia e Monte Carmelo.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Patos de Minas, com apoio do Gaeco Regional de Uberlândia e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados judiciais, sendo 23 de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela Justiça e executadas simultaneamente em diferentes cidades da região.
Prisões em Uberlândia
Em Uberlândia, cinco pessoas eram alvo de mandados de prisão. Quatro foram presas logo no início da operação, enquanto a quinta foi localizada e detida durante diligências realizadas ao longo da manhã.
Segundo o Gaeco, uma testemunha que acompanhava a operação também acabou presa, após os policiais constatarem que havia contra ela um mandado de prisão em aberto.
Como funcionava o esquema
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a organização criminosa tinha base operacional em Monte Carmelo e atuava principalmente a partir de furtos de veículos em Uberlândia.
Após os crimes, os carros eram clonados e anunciados na modalidade conhecida como “carro Finan”.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o chamado carro Finan — ou NP (não pago) — é um veículo financiado em nome de “laranjas”. Os criminosos usam dados dessas pessoas para adquirir carros novos e, logo após a retirada da concessionária, anunciam os veículos por valores muito abaixo do mercado.
Como o financiamento não é pago, o banco inicia posteriormente o processo de busca e apreensão. Antes disso ocorrer, o carro já foi revendido ilegalmente e continua circulando.
Já as motocicletas furtadas tinham os sinais identificadores adulterados e eram revendidas como se tivessem sido arrematadas em leilões do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), utilizando documentação falsificada.
Crimes identificados
Durante as investigações, realizadas entre maio de 2023 e junho de 2025, o Gaeco identificou pelo menos:
-
43 crimes de receptação qualificada
-
43 adulterações de sinais identificadores de veículos
-
32 notas falsas de arrematação em leilão
Materiais apreendidos
Durante a operação, os policiais apreenderam:
-
celulares
-
uma arma de fogo e munições
-
dinheiro em espécie
-
drogas
-
veículos furtados, incluindo uma motocicleta
Todo o material será analisado para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Cerca de 30 policiais militares e integrantes do Gaeco participaram da operação na região.







