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É a eleição

Em ano de eleição, presidente Lula foge de polêmicas e se cala sobre assuntos relacionados a conflitos internacionais

Por: Alexandre Braz de Oliveira
08/07/2026 às 08h45
É a eleição
Presidente Lula evita polêmica - Foto: Divulgação/Palácio do PLánalto

Um atento observador notou que o presidente Lula da Silva (PT), afeito a se meter em assuntos internacionais sempre na tentativa de ser aclamado pacificador, há meses não fala um “a” sobre a guerra, tampouco do Governo da Rússia (um dos grandes clientes das multinacionais brasileiras), tampouco sobre o Governo de Benjamin Netanyahu em Israel – outro grande cliente daqui. Lula foi muito bem orientado a segurar a língua, diante do approach que os Bolsonaro têm com Israel, por exemplo. Quando se meteu a falar, deu no que deu – críticas e mídia negativa para todo lado.

Olheiros

O clima pré-eleitoral é tão quente em Curitiba, ao contrário do tempo frio da cidade, que todo pré-candidato – com exceção do líder Sergio Moro (União) – quer ser o indicado do governador bem avaliado Ratinho Junior (PSD). O caso é tão latente que expoentes do TRE e a promotoria eleitoral passaram a fazer pente fino nas perguntas das pesquisas nas ruas.

De casa

O líder da minoria na Câmara, deputado Gustavo Gayer (PL-GO), avalia reunir assinaturas para convocar os presidentes da Caixa, Carlos Vieira, e Ricardo Pontes, da FUNCEF, respectivamente. A pauta é a nomeação de Fabiano Alves, ligado à família de Vieira, como Gerente de Investimentos da Fundação.

Hein!?

Ex-vice-presidente e conhecedor a fundo das relações militares entre as nações, o senador Hamilton Mourão (Rep-RS) ficou intrigado com a fala do chanceler Mauro Vieira sobre risco de invasão americana no Brasil, atrás de faccionados. Mourão apresentou requerimento para Vieira explicar isso pessoalmente na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional – onde o chanceler sempre evita aparecer.

Corre, Mauro

O ex-governador Mauro Mendes, do Mato Grosso, pode não ser eleito senador. A grita vem de gente aliada: “Ele acorda raivoso e batendo nos adversários de graça”, diz um amigo. Aliados lembram que ele pode se tornar um Dante de Oliveira, o famoso que ficou em casa e não pediu votos, e perdeu a eleição. Os mesmos apontam que Virgínia Mendes (federal) e Otaviano Pivetta, o atual governador, correm esse risco.

Ligações

Tem muita história mal contada nessa toada da ascensão do Banco Master via CredCesta, o programa de consignados do Governo da Bahia que alavancou o caixa de Daniel Vorcaro. A “Revista Piauí” citou a advogada Lia Frank, que atuou na defesa do Master, convocada pela banca de Eugênio Kruschewsky – que levou R$ 54 milhões do banco. Ela vem a ser irmã do desembargador Roberto Frank, do TJBA.

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