

A possível desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) da disputa pelo Governo de Minas Gerais tem provocado intensa movimentação nos bastidores políticos do estado. Embora lidere com folga as pesquisas de intenção de voto, o parlamentar ainda não confirmou se entrará na corrida eleitoral de 2026, cenário que já leva aliados e adversários a traçarem estratégias alternativas para a sucessão estadual.
No Partido Liberal (PL), dirigentes trabalham com a possibilidade de o senador não concorrer. A legenda avalia nomes como o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Apesar disso, lideranças bolsonaristas ainda apostam em uma definição favorável à candidatura de Cleitinho e aguardam um posicionamento nas próximas semanas.
A indefinição também movimenta outras forças políticas. O pré-candidato Gabriel Azevedo (MDB) busca ampliar o diálogo com partidos de centro e direita e acompanha de perto as conversas entre MDB e Republicanos. Caso Cleitinho fique fora da disputa, a expectativa é que novas composições ganhem força e alterem significativamente o tabuleiro eleitoral mineiro.
Enquanto isso, o governador Mateus Simões (PSD) observa atentamente os desdobramentos. O pessedista mantém a estratégia de aproximação com setores do eleitorado conservador e trabalha para ampliar sua base de apoio. Nos bastidores, interlocutores avaliam que uma eventual ausência de Cleitinho poderia beneficiar candidaturas já estruturadas e tornar a eleição mais equilibrada.
A decisão do senador deve ocorrer após a Copa do Mundo, segundo dirigentes do Republicanos. Até lá, pesquisas internas e negociações partidárias continuarão orientando os próximos passos das principais lideranças políticas do estado. Com o cenário ainda indefinido, Minas Gerais segue como um dos principais focos da disputa eleitoral nacional de 2026.





