
O inverno começa oficialmente no próximo dia 21 de junho no Hemisfério Sul, mas a estação de 2026 deverá apresentar características diferentes das registradas em anos anteriores. Segundo estudo divulgado pela consultoria meteorológica Nottus, os efeitos do fenômeno El Niño devem reduzir a intensidade e a duração das massas de ar frio em grande parte do Brasil.
O El Niño ocorre quando as águas da região equatorial do Oceano Pacífico apresentam aquecimento acima da média histórica. A condição foi confirmada recentemente pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que monitora o comportamento climático global.
De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, sócio-diretor da Nottus, o inverno deverá começar com temperaturas típicas da estação, porém os efeitos do fenômeno tendem a impedir a permanência de longos períodos de frio intenso. A expectativa é de que as ondas de frio ocorram de forma mais rápida e menos frequente, especialmente a partir do mês de agosto.
Outro reflexo previsto é a ocorrência dos chamados veranicos, períodos de calor e tempo seco que surgem durante o inverno. O fenômeno poderá ser observado principalmente em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do país, elevando as temperaturas acima da média para a época.
Além das mudanças térmicas, o El Niño também deverá alterar o regime de chuvas no território nacional. A previsão aponta volumes acima da média na Região Sul, enquanto áreas do Norte e Nordeste poderão enfrentar redução das precipitações e aumento do risco de estiagens.
Para julho, os modelos meteorológicos indicam chuva acima da média entre áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Em agosto, as precipitações tendem a se concentrar no extremo Norte, na faixa litorânea do Nordeste e na Região Sul. Já em setembro, a chuva deve ganhar força novamente no Sul do país, enquanto parte do Nordeste poderá registrar índices abaixo da média histórica.
Os especialistas também acompanham a possibilidade de fortalecimento do fenômeno nos próximos meses. Projeções internacionais indicam que entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027 poderá ocorrer um episódio de forte intensidade, conhecido como "Super El Niño", cenário que preocupa autoridades e setores estratégicos da economia.
O Governo Federal já criou uma sala de monitoramento para acompanhar possíveis impactos climáticos e preparar respostas a eventuais eventos extremos. O fenômeno também está sendo observado pelo setor elétrico, já que alterações no regime de chuvas podem influenciar diretamente os reservatórios das hidrelétricas responsáveis por grande parte da geração de energia do país.
❄️ Frio presente, porém menos duradouro;
🌡️ Possibilidade de ondas de calor a partir de agosto;
🌧️ Mais chuva na Região Sul;
☀️ Tempo mais seco no Norte e Nordeste;
⚡ Monitoramento de impactos no sistema elétrico nacional;
🌊 Possibilidade de fortalecimento para um "Super El Niño" entre 2026 e 2027.





