

O mundo atravessa uma verdadeira odisseia de inovação, sendo o setor tecnológico o que mais novidades apresenta, algumas inimagináveis até bem pouco tempo. São tantas as inovações que modificaram profundamente a vida humana que alguns historiadores afirmam já estarmos vivendo mais uma Revolução Industrial, a quarta da história, desde a virada do século. Eles amparam suas teses no surgimento de inovações mais recentes como o carro autônomo, a impressora 3D, a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas e a Comunicação em Nuvem, entre outras.
Parece não haver limites em termos de inovações. Para o próximo ano, figuram na lista de novidades tecnologias algumas que prometem tornar a vida do ser humano ainda mais digital do que já é, deixando-nos muito mais conectados do que já estamos. Entre elas destacam-se: Inteligência Artificial Generativa, Tecnologia Sustentável, Fortalecimento Digital, Fusão Digital e Computação Quântica. É sobre essa última que vou falar neste artigo.
Inegavelmente, vivemos a era da tecnologia, onde muita coisa ainda está por vir. Nos últimos anos, grandes empresas têm dado pequenos – mas importantes passos – na computação quântica, que parece destinada a revolucionar o mundo como o conhecemos. O impacto será grande em tudo, desde mobilidade até cuidados de saúde.
Sobre computação quântica, é bom frisar que a essa nova tecnologia tem sido um ponto de ebulição no universo tecnológico, gerando expectativas de um poder computacional quase ilimitado. A expectativa é de que ela comece a gerar resultados concretos, revolucionando a maneira como processamos informações. É certo que essa nova tecnologia tem potencial para resolver equações em questão de minutos, o que os computadores tradicionais levariam dezenas de milhares de anos para resolver.
E respondendo pergunta feita anteriormente, do que vem a ser computação quântica, vou tentar ser o mais didático possível na resposta. Vamos lá.
Esse ramo da ciência da computação baseia-se nos princípios da superposição da matéria e do emaranhamento quântico e utiliza um método de computação diferente do tradicional. Em teoria, seria capaz de armazenar muito mais estados por unidade de informação e operar com algoritmos muito mais eficientes em nível numérico, como o de Shor (algoritmo executado por computadores quânticos que fatoram números grandes em fatores primos) ou o recozimento quântico (utiliza um processo físico para colocar os bits quânticos de um sistema quântico em um mínimo absoluto de energia).
Ou seja, trata-se de uma nova geração de supercomputadores que utiliza conhecimentos da mecânica quântica - área da física que estuda partículas atômicas e subatômicas - para superar as limitações da computação clássica. Embora, na prática a computação quântica enfrente problemas evidentes de escalabilidade e incoerência, ela possibilita a realização de múltiplas operações simultâneas e elimina o efeito túnel que limita a atual programação em escala nanométrica.
Mas, você que lê este artigo poderia perguntar qual é, ou quais são, as diferenças entre computação quântica e a tradicional?
Na verdade, as duas são dois mundos paralelos com algumas semelhanças e muitas diferenças, como o uso de qubits em vez de bits. Vejamos:
Em primeiro, tem a linguagem de programação. Neste caso, a computação quântica não possui código de programação próprio e requer o desenvolvimento e implementação de algoritmos muito específicos. No entanto, a computação tradicional padronizou linguagens como Java, SQL e Python, para citar apenas algumas.
Depois tem a questão da funcionalidade. Os computadores quânticos não se destinam ao uso geral e diário, ao contrário dos computadores pessoais (PCs). Esses supercomputadores são tão complexos que só podem ser utilizados nas áreas corporativa, científica e tecnológica. No futuro pode ser que isso mude.
E, finalmente, a arquitetura. Os quânticos possuem uma arquitetura mais simples que os computadores convencionais e não possuem memória nem processador. O equipamento consiste apenas em um conjunto de qubits que o faz funcionar.
E devemos ficar atentos! A tendência é de que a chegada dos computadores quânticos em grande escala provoque um rebuliço na vida das pessoas, possibilitando conquistas muitas das quais inimagináveis.
Acontece que, com a sua notável capacidade de processar enormes quantidades de informações em curtíssimo espaço de tempo e transmiti-las de forma multidimensional, a computação quântica oferece um enorme potencial evolutivo da tecnologia.
E concluindo, a computação quântica poderá ser usada em uma variedade de inovações e cálculos em todos os setores nos quais não era possível com os computadores tradicionais. Essa tecnologia tem potencial para beneficiar a humanidade de várias maneiras, incluindo a tomada de decisões de investimentos mais inteligentes, o desenvolvimento mais rápido de medicamentos e vacinas e a revolução dos transportes. No entanto, uma desvantagem da computação quântica é que ela pode quebrar a criptografia atual. Isso é o que dizem especialistas no assunto sobre como a computação quântica pode impactar cada setor da sociedade.
É esperar pra ver! “Ansiedade é o que não (me) falta”.





